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Os ciclos de governo em A Política, de Aristóteles

Com o segundo turno das eleições chegando, voltei ao livro “A Política”, de Aristóteles (título original Πολιτικά, Politiká), para ver o que a obra tem a dizer sobre como acontecem as mudanças de governo. Fui atrás da teoria do ciclo dos governos, aquela em que cada regime se corrompe e dá lugar a outro até tudo recomeçar. O que ele deixou é uma explicação bem concreta de por que as cidades gregas trocavam de regime e do que mantinha cada um deles de pé, e é isso que eu mostro aqui, junto com os pontos da filosofia dele que mais ajudam quem acompanha política hoje.

Aristóteles viveu entre 384 e 322 a.C., estudou em Atenas com Platão e foi chamado pelo rei Filipe II da Macedônia para ser tutor do filho dele, Alexandre. A Política foi escrita, ou ao menos trabalhada, entre 335 e 323 a.C. (fonte). Neste ponto a Grécia antiga não era um país único, era organizada em cidades-Estado, cada uma com governo próprio, as chamadas pólis (πόλις), e é daí que vem o título da obra. No tempo de Aristóteles, porém, boa parte delas já estava sob a influência da Macedônia, que derrotou Atenas e Tebas na batalha de Queroneia, em 338 a.C. (fonte). Mesmo assim elas seguiam com suas próprias instituições, e quando o livro fala em mudança de regime está falando de cidades como Atenas, Esparta ou Siracusa trocando quem manda nelas.

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As páginas que cito daqui para frente são da edição brasileira traduzida por Elder Franca a partir do inglês de Benjamin Jowett, que dá para baixar de graça (download). Quem preferir ler direto a tradução de Jowett em inglês, que é de domínio público, encontra o texto completo no Internet Classics Archive, do MIT.

O ponto de partida do livro é que a cidade nasce da natureza. Aristóteles mostra isso em etapas, em que várias famílias formam uma aldeia, e várias aldeias, quando se unem numa comunidade grande o bastante para se manter sozinha, formam a cidade, que “nasce das necessidades básicas da vida” (p. 10). Daí ele conclui que “a cidade é uma criação da natureza e que o homem é por natureza um animal político” (p. 10) (zôon politikón, ζῷον πολιτικόν).

O que distingue o ser humano das abelhas e de outros animais que vivem em grupo é a palavra. Para ele, “a mera voz não passa de uma indicação de prazer ou de dor”, e por isso os outros animais também a têm, enquanto “a palavra, porém, destina-se a manifestar o conveniente e o inconveniente e, portanto, também o justo e o injusto” (p. 10). Quem vive fora da cidade, por isso, “há de ser um animal ou um deus” (p. 11) (já escrevemos sobre isso aqui). Daí vem a pergunta que atravessa a obra, que é para que serve uma cidade, e a resposta dele é que ela existe “em vista do bem viver, e não da mera vida” (p. 102). A constituição, para ele, é o jeito como a cidade se organiza, com quem decide e quem ocupa os cargos, e por isso ele a chama, por assim dizer, de “a vida da cidade” (p. 153).

Um detalhe importante para esclarecer é que o cidadão, nesse período da história, era bem diferente do que entendemos hoje por essa palavra, pois representava apenas uma parte da população da cidade. O cidadão pleno era o homem adulto; os escravos ficavam de fora e, dependendo do regime, os trabalhadores braçais também (p. 95).

A base para discutir mudança de regime está no livro III, onde Aristóteles faz duas perguntas: a primeira é sobre quem governa, se um único indivíduo, poucos ou muitos; e a segunda é se esses governantes atuam visando o interesse de todos ou apenas o próprio (p. 98-99).

Se quem manda é uma pessoa só, ela pode governar pensando em todos ou só em si mesma. Se mandam poucos, vale o mesmo, e se mandam muitos, também. Como são três situações e cada uma tem essas duas versões, saem seis regimes, e essa divisão é do próprio Aristóteles. Quando o governo visa ao interesse de todos, ele chama de “formas verdadeiras” (p. 98), e quando visa só ao interesse de quem governa, chama de “perversões” (p. 99). Os estudiosos resumem isso chamando os primeiros de regimes corretos e os segundos de desviados (fonte), e é assim que eu vou chamá-los daqui para frente. O motivo da divisão é que governar só em benefício próprio é um governo despótico, e a cidade, para ele, é “uma comunidade de homens livres” O de poucos é aristocracia (governo dos melhores) quando visa o bem comum e oligarquia quando visa o interesse dos ricos. O dos muitos é a politeia (πολιτεία, a constituição em que a maioria governa visando o bem comum, que na edição que usei aparece como governo constitucional) quando é correto, e democracia quando os pobres governam em benefício do próprio grupo (p. 99-100).

Uma outra questão que podemos mencionar aqui é que a democracia entra na lista dos regimes desviados. Para Aristóteles o que separa democracia de oligarquia é a riqueza, e não o número de governantes, porque na democracia mandam os pobres e livres e na oligarquia mandam os ricos (p. 100-101). Ele chega a imaginar uma cidade em que 1.000 cidadãos ricos governam e não deixam outros 300, pobres mas livres, participar de nada, e diz que ninguém chamaria isso de democracia, embora quem mande seja a maioria (p. 137-138). Entre os três desvios, a tirania é o pior, a oligarquia fica um pouco acima e a democracia é a mais tolerável (p. 135).

Definidos os seis regimes, a pergunta é se um vira o outro numa ordem fixa. A passagem que mais se aproxima disso está ainda no livro III, no meio de uma discussão sobre a realeza, e tem poucas linhas (p. 120-121). Aristóteles diz que os primeiros governos foram reis, provavelmente porque nas cidades pequenas de antigamente havia poucos homens de virtude marcante e eles eram feitos reis por terem sido benfeitores. Quando surgiram muitos iguais em mérito, ninguém suportou mais o destaque de um só e a cidade estabeleceu uma constituição. A classe governante logo se degenerou e enriqueceu à custa do tesouro público, as riquezas viraram o caminho da honra e dali nasceram as oligarquias, que passaram a tiranias, e estas a democracias, porque o amor do ganho dos governantes tendia a diminuir seu número, o que fortalecia as massas, que ao fim se voltaram contra seus senhores. É um relato de como as cidades gregas chegaram até ali, e um estudo recente observa que Aristóteles não propõe regularidade alguma na sucessão dos regimes nem supõe que o processo tenha acontecido do mesmo jeito em toda parte (fonte).

No livro IV aparece uma segunda explicação para essa mesma passagem, e ela é militar. Antigamente a força de uma cidade grega estava na cavalaria e, como cavalo custava caro, só os ricos combatiam e as cidades eram oligarquias. Quando as cidades cresceram e os soldados de armadura pesada (os hoplitas) ganharam peso, mais gente passou a ter parte no governo (p. 136, 159-160). A marinha vai no mesmo sentido, e ele diz que as tropas ligeiras e a frota são inteiramente democráticas (p. 235). O exemplo mais conhecido é Atenas, onde a vitória naval de Salamina contra os persas, em 480 a.C., foi conquistada pelo povo comum que servia na frota, e isso fortaleceu a democracia (p. 184). Ou seja, o terreno e o tipo de exército ajudavam a decidir quem mandava (já escrevemos sobre a geografia nos argumentos de Aristóteles aqui), e o mesmo estudo trata essa explicação e a do livro III como complementares (fonte).

Quem descreve uma sequência de decadência dos regimes é Platão (já escrevemos sobre o governo dos sábios dele aqui), e é a essa explicação que Aristóteles responde no fim do livro V (p. 217-219). Na República (Politeia, Πολιτεία), a cidade ideal se transforma na timocracia (o governo da honra e da guerra, que Aristóteles chama de espartana), depois na oligarquia, na democracia e por fim na tirania. Na versão de Platão a decadência começa nos erros dos governantes, que passam a escolher mal quem vai exercer cada função (fonte). Aristóteles resume a parte mais enigmática dessa explicação, em que tudo muda segundo um ciclo ligado a um número misterioso e a natureza, em certos momentos, produz homens maus demais para a educação corrigir, e pergunta por que isso valeria só para a cidade ideal, e por que ela viraria justamente a espartana, já que os governos mudam com mais frequência para a forma oposta do que para a vizinha (p. 217). Platão tampouco diz o que vem depois da tirania, e Aristóteles explica que ele não poderia dizê-lo com facilidade, pois “não há regra”. Aristóteles diz que, pela lógica de Platão, a tirania deveria reverter à primeira e melhor forma, e só então o ciclo estaria completo. Na prática, porém, uma tirania muitas vezes vira outra tirania, ou vira uma democracia, e a oligarquia muitas vezes virava tirania (p. 218).

O ciclo como sequência fechada, do jeito que a maioria das pessoas imagina, vem mais de um século depois, com o historiador grego Políbio (Πολύβιος), que admite que a teoria talvez venha de Platão e de outros filósofos. No livro VI das Histórias (Ἱστορίαι) ele monta o giro completo, que os estudiosos chamam de anaciclose (ἀνακύκλωσις). A monarquia primitiva amadurece em realeza, que com o tempo degenera em tirania. Derrubada a tirania, surge a aristocracia, que se corrompe em oligarquia. O povo se revolta contra os oligarcas e instala a democracia, e a democracia se desfaz em governo da turba, a oclocracia (ὀχλοκρατία), de onde se volta a um senhor único e o ciclo recomeça. Para ele o motor são as gerações, porque os filhos e netos de quem fundou cada regime não viveram o sofrimento que levou àquela mudança e acabam estragando o que herdaram. A saída que ele propõe é a constituição mista, que combina elementos de monarquia, aristocracia e democracia para que nenhum cresça demais, como ele via em Esparta e na Roma republicana (fonte). Aristóteles também defende misturar, só que a mistura dele aparece como remédio para uma lista de causas de revolução, e é por elas que a gente precisa começar.

No livro V ele explica essas causas a partir da stasis (στάσις, a disputa entre facções que racha a cidade), cuja raiz está em duas ideias de justiça que cada lado leva longe demais. O democrata acha que, sendo todos iguais em liberdade, devem ser iguais em tudo, e o oligarca acha que, sendo desigual em riqueza, é superior em tudo (p. 175). Os dois, segundo ele, “falam de uma justiça limitada e parcial, mas imaginam estar falando da justiça absoluta” (p. 101), e quando a parte do poder que recebem não bate com essa ideia, a revolução aparece (p. 176). Ele resume o estado de espírito de quem se revolta dizendo que “os inferiores revoltam-se para serem iguais, e os iguais, para serem superiores” (p. 178). Entre as causas estão a insolência e a ganância dos governantes, o medo, o desprezo e o crescimento desproporcional de uma parte da cidade, como o número de pobres, que pode aumentar sem ninguém perceber (p. 178-180).

Antes de chegar aos políticos que derrubam regimes, vale notar que o regime também pode mudar sem revolução nenhuma. Em muitas cidades só ocupava cargo quem tivesse uma renda mínima, e se a cidade prospera os mesmos bens passam a valer muitas vezes mais, de modo que muito mais gente alcança a renda exigida e entra no governo sem que ninguém tenha mudado a lei (p. 191). Por isso ele recomenda comparar o valor geral das propriedades todo ano, ou a cada três ou cinco anos nas cidades maiores, e ajustar a exigência (p. 196). Quando há revolução, Aristóteles dá muita atenção ao gatilho banal, e diz que nas revoluções “as ocasiões podem ser insignificantes, mas grandes interesses estão em jogo” (p. 182). O exemplo é Siracusa, onde uma briga amorosa entre dois jovens do governo, em que um seduziu a mulher do outro para se vingar, arrastou os chefes para a querela e dividiu todo o povo em facções (p. 182-183). A lição que ele tira é que “devemos estar em guarda contra os começos de tais males” (p. 183), e por isso nada deve ser guardado com mais zelo do que a obediência à lei, sobretudo nas pequenas coisas, já que “a transgressão insinua-se despercebida e por fim arruína a cidade” (p. 194).

Dentro da democracia, quem costuma derrubá-la é o demagogo, aquele líder que conquista a multidão atacando os ricos. Aristóteles diz que as revoluções nas democracias nascem geralmente dos excessos dos demagogos, que movem denúncias contra os ricos até obrigá-los a se unir e reagir (p. 185-186). O caminho para a tirania passa pelo mesmo personagem, e a história mostra, segundo ele, que quase todos os tiranos antigos foram demagogos que ganharam o favor do povo acusando os notáveis, como Pisístrato, que se tornou tirano de Atenas (p. 187, 202). Esse caminho da democracia para a tirania é o que Platão descreve, só que em Aristóteles ele é uma possibilidade entre outras.

A lei aparece nessa história como o limite do demagogo. Aristóteles descreve uma forma de democracia em que o decreto da assembleia passa por cima da lei, e nela o povo vira uma espécie de monarca e o demagogo faz o papel que o bajulador faz junto do tirano. A conclusão dele é que “onde as leis não têm autoridade, não há constituição” (p. 142-143) (já escrevemos sobre os riscos da tirania da maioria em Stuart Mill aqui). A razão de preferir a lei a um governante qualquer, mesmo bom, é que “o desejo é uma fera selvagem, e a paixão perverte o espírito dos governantes, ainda quando são os melhores dos homens”, e por isso “a lei é a razão livre do desejo” (p. 123). Nas democracias do tipo mais extremo, diz ele, surgiu “uma falsa ideia de liberdade”, a de que “a liberdade consiste em cada um fazer o que quiser”, e ele responde que “os homens não devem julgar escravidão viver segundo a regra da constituição, pois nela está sua salvação” (p. 201).

Sobre a pergunta que Platão deixou em aberto, a de como uma tirania acaba, Aristóteles dá duas respostas. Por dentro, ela cai quando a própria família do tirano se divide, e por fora ela cai diante de um regime de tipo oposto e mais forte, como as democracias, que são hostis à tirania, ou Esparta, que derrubou a maioria delas (p. 207). Quem herdou a tirania costuma perdê-la quase de imediato, porque vive em ócio luxuoso e vira motivo de desprezo, enquanto quem a conquistou tende a conservá-la (p. 208). Para durar, o tirano tem dois caminhos. Um é o método brutal, com espiões e a eliminação dos cidadãos que se destacam, como no conselho que Periandro deu a Trasíbulo “cortando as espigas de trigo mais altas” (p. 203, 210-211), e o outro é agir como um rei, prestando contas do dinheiro público e mostrando-se sóbrio e religioso, o que tornaria seu poder mais duradouro (p. 213-216). Ainda assim, “nenhuma forma de governo tem vida tão curta quanto a oligarquia e a tirania”, e a que mais durou, a de Ortágoras e seus filhos em Sicião, ficou cem anos porque eles trataram os súditos com moderação e, em grande medida, observaram as leis (p. 216).

Diante de tantas formas de cair, o freio que ele recomenda é uma classe média grande. Quem tem bens em medida moderada está mais disposto a seguir a razão (p. 153), não cobiça o que é dos outros e não é cobiçado, e por isso a cidade formada por essa camada é a que menos se divide (p. 154-155). Onde só existem os extremos, a cidade vira uma relação de senhores e escravos, “uns desprezando, outros invejando” (p. 154). Ricos e pobres não aceitam se revezar no poder porque desconfiam uns dos outros, e “o árbitro é sempre aquele em quem se confia, e quem está no meio é um árbitro” (p. 158).

Voltando à politeia, para Aristóteles ela é uma fusão de oligarquia e democracia (p. 148), e o exemplo mais concreto dessa mistura está nos tribunais. Nas oligarquias, os ricos que não servem como juízes pagam multa e os pobres não recebem nada, e nas democracias os pobres recebem para comparecer e os ricos não são multados. Quem quiser combinar os dois princípios, diz ele, deve pagar os pobres para comparecer e multar os ricos que faltam, assim todos tomam parte (p. 150, 159). O governo deve se apoiar na “disposição geral de todas as classes da cidade de manter a constituição” (p. 151). Ele avisa também que quem julga que toda a virtude se encontra nos princípios do próprio partido leva as coisas aos extremos, sem perceber que a desproporção destrói a cidade (p. 200).

Falta ver qual é o papel do povo nesse regime misto, que é a parte mais próxima de quem vai às urnas. No livro III Aristóteles admite que toda resposta sobre quem deve ter o poder supremo, a multidão, os ricos, os bons ou um só, traz consequências desagradáveis (p. 104). A ideia que ele considera com um elemento de verdade é que os muitos, quando se reúnem, podem ser melhores juízes que os poucos bons, assim como um banquete para o qual muitos contribuem é melhor que um jantar custeado por uma só pessoa, porque juntos os muitos “tornam-se de certo modo um só homem, com muitos pés, muitas mãos e muitos sentidos” (p. 105-106). Ele mesmo diz que há perigo tanto em deixar os pobres participarem dos grandes cargos, porque a insensatez leva ao erro, quanto em excluí-los, porque “uma cidade em que muitos pobres são excluídos dos cargos estará necessariamente cheia de inimigos” (p. 106). A saída que aponta é dar ao povo as funções de deliberar e julgar, o que inclui eleger os magistrados (as pessoas que ocupam os cargos públicos) e pedir contas a eles, e chama isso de “a mais importante de todas as funções” (p. 106, 108) (já escrevemos sobre a tripartição dos poderes em Montesquieu aqui).

O dinheiro público entra nessa conta, porque segundo Aristóteles o povo não se ofende tanto por ficar fora do governo, mas “o que o irrita é pensar que os governantes roubam o dinheiro público” (p. 197). Por isso ele recomenda que a lei impeça os magistrados de enriquecer no cargo (p. 197), que a prestação de contas seja feita em assembleia geral dos cidadãos e que se concedam honras aos magistrados de reputação incorruptível (p. 198).

De tudo o que ele lista para manter um regime de pé, o que mais conta é a educação. Aristóteles diz que a coisa que mais contribui para a permanência das constituições é “a adaptação da educação à forma de governo”, e que as melhores leis, mesmo aprovadas por todos os cidadãos, de nada servem se os jovens não forem formados, pelo hábito e pela educação, no espírito da constituição (p. 201). Já no livro VIII ele diz que “o caráter da democracia cria a democracia, e o caráter da oligarquia cria a oligarquia”, e defende que a educação seja a mesma para todos e “pública, e não privada” (p. 288).

Só que ele mesmo reconhece que esse regime do meio quase nunca existiu. Dois poderes chegaram a dominar a Grécia e cada um olhava apenas para o interesse da própria forma de governo, impondo às cidades democracias de um lado e oligarquias do outro (p. 156). No livro V ele dá nome aos dois, dizendo que os atenienses derrubavam oligarquias por toda parte e os espartanos faziam o mesmo com as democracias, e acrescenta que uma constituição pode cair tanto por dentro quanto por pressão de fora (p. 194) (já escrevemos sobre a rivalidade entre Atenas e Esparta aqui).

Quem quiser conferir a crítica a Platão no grego, com a numeração padrão das páginas (Bekker 1316a), encontra o trecho na Biblioteca Digital Perseus (fonte), e uma introdução à Política em português, com PDF disponível, está na revista PoliÉtica, da PUC-SP (fonte).

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