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Semicondutores no Brasil e o papel do investimento público

Li na coluna Painel S.A. de hoje (21/09), da Folha, que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou R$ 84,86 milhões para a HT Micron, empresa de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, que trabalha com memórias de celular. O dinheiro vai para um plano de inovação em que a empresa quer passar a fazer no Brasil o encapsulamento (a etapa em que o chip é colocado dentro de uma cápsula que o protege e o liga ao resto do aparelho) e o teste de um padrão de memória chamado LPDDR5X. Ele é um tipo de memória RAM, a memória de trabalho do aparelho, que gasta pouca energia e equipa os smartphones. O plano inclui ainda chips que reúnem essa memória e o armazenamento do celular num único encapsulamento, e a reportagem lembra que o LPDDR5X usado no Brasil hoje é quase todo importado (fonte).

A HT Micron nasceu em 2009 de um consórcio de empresários gaúchos, donos da montadora de eletrônicos Teikon, com a coreana Hana Micron. Ela foi instalada dentro do campus da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), que entrou no arranjo para formar mão de obra, e a fábrica foi inaugurada em junho de 2014 (fonte, p. 367). O banco já tinha entrado nessa história em 2023, quando aprovou R$ 99 milhões para a empresa investir em uma nova linha de chips (fonte).

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A cadeia de um chip (que o setor também chama de circuito integrado ou semicondutor) começa no projeto, em que o circuito é desenhado, segue para a fabricação, em que ele é gravado em lâminas de silício (as wafers), e termina no encapsulamento e no teste, etapa que a indústria chama de back-end. A HT Micron trabalha nessa última etapa e depende de fornecedores de lâminas como Samsung, SK Hynix e a americana Micron, enquanto a fabricação é a parte que concentra mais valor na cadeia, segundo um estudo de 2015 feito por técnicos do BNDES e de dois ministérios do governo federal (fonte, p. 354 e 379). Montar uma fábrica nova de chips custa hoje entre US$ 5 bilhões e US$ 20 bilhões (fonte).

O valor do financiamento pesa menos do que a etapa da cadeia em que ele entra. R$ 84,86 milhões ficam muito longe de uma fábrica de ponta, mas ajudam uma empresa que já opera no país a evoluir dentro da mesma etapa, encapsulando um padrão de memória mais recente. Esse estudo de 2015 já apontava que a indústria de chips abre espaço para empregos qualificados (fonte, p. 346).

A notícia me fez ir atrás de por que os países ricos gastam tanto dinheiro público em pesquisa e tecnologia, de como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Taiwan construíram suas indústrias de chips assim e de onde o Brasil entra nessa história.

O motivo passa pela produtividade, que é o quanto um país consegue produzir com o mesmo trabalho e o mesmo capital, e os economistas chamam esse ganho de produtividade total dos fatores. Um estudo de economistas da Universidade Texas A&M e do Federal Reserve Bank de Dallas estimou que a pesquisa financiada pelo governo americano fora da área de defesa responde por cerca de um quinto do crescimento da produtividade do setor empresarial dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra, e os próprios autores concluem que o governo americano investe menos do que deveria nesse tipo de pesquisa (fonte).

Nos aparelhos eletrônicos, uma parte crescente do valor está dentro do chip. Segundo o estudo do BNDES, que cita dados de uma consultoria, os semicondutores respondiam por 6% do valor dos equipamentos eletrônicos em 1974 e por 26% em 2010, com previsão de chegar a pelo menos 30% (fonte, p. 347).

Isso ajuda a explicar por que os países mais ricos gastam tanto em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 2022, a Coreia do Sul destinou 5,2% do PIB (tudo o que o país produz em um ano) a essa área, contra 3,6% dos Estados Unidos e 2,6% da China, que em valores absolutos só ficou atrás dos americanos (fonte).

No caso dos chips, o dinheiro público entrou primeiro como comprador. O transistor foi demonstrado nos laboratórios da Bell Telephone em 1947, e o circuito integrado, que veio depois, ganhou escala com encomendas do governo americano. Em 1959, a Marinha pagou US$ 1.000 por unidade por um lote de circuitos sob medida, só para avaliar a invenção de Jack Kilby, da Texas Instruments. Em 1962, a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts convenceu a NASA a usar circuitos integrados no computador de bordo da missão Apollo, escolha criticada na época como imprudente, e em 1963 esse projeto consumiu 60% da produção americana de chips, que a Fairchild entregava por um preço médio de US$ 20 a US$ 30 a unidade, embora fossem circuitos de outro tipo (fonte). Um relatório do serviço de pesquisa do Congresso americano resume que as compras do governo federal formaram a maior parte do mercado inicial de semicondutores (fonte).

O Japão, que se reconstruiu depois da guerra (já contamos como foi essa virada aqui), apostou primeiro em formar engenheiros e financiar a pesquisa. O Ministério do Comércio Internacional e Indústria começou a subsidiar pesquisas sobre transistores em 1951, uma lei de 1957 declarou a eletrônica setor-chave, com apoio a universidades, institutos de pesquisa e à formação de engenheiros, e em 1958 o país já tinha alcançado os Estados Unidos em volume de produção e tecnologia de transistores, segundo o pesquisador Yoshiro Sato, da Universidade de Auckland (fonte, p. 63 a 65).

Em dezembro de 1974, o professor Shoji Tanaka, da Universidade de Tóquio, defendeu num relatório que o Japão precisava de um esforço conjunto em chips de altíssima integração, já que o país começava a produzir memórias de mil bits enquanto chegavam notícias de que os americanos trabalhavam em memórias mil vezes maiores (fonte). Em 1976, o ministério coordenou uma associação de cinco grandes fabricantes, que trabalhou com a estatal de telefonia japonesa e com um instituto público de pesquisa, com orçamento de cerca de US$ 257 milhões, dos quais o governo pagou cerca de US$ 104 milhões, valores da época. Sato lembra que o projeto foi uma resposta direta ao computador Future System, que a IBM planejava lançar em 1980 (fonte, p. 70).

O projeto deu resultado. Em abril de 1977, a companhia telefônica anunciou a primeira memória DRAM do mundo com 64 kilobits (o tipo de memória RAM dos computadores, aqui com cerca de 64 mil bits de capacidade), as empresas participantes lançaram as suas em 1978 e 1979, e o consórcio pediu mais de mil patentes, tantas que a IBM exigiu que o Japão as divulgasse, o que o ministério fez, a contragosto, em março de 1978. Sato pondera que os subsídios diretos foram relativamente pequenos e que os benefícios fiscais e a estrutura das grandes empresas japonesas também pesaram (fonte, p. 72 a 75). Os fabricantes japoneses chegaram a 51% das vendas mundiais de chips em 1988, segundo análise do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington) (fonte).

Os Estados Unidos reagiram a essa ofensiva em duas frentes. Em 1986, um acordo comercial deu ao governo americano o poder de fixar preços mínimos para os chips japoneses vendidos no país e ampliou de 10% para 20% a fatia estrangeira no mercado japonês (fonte). Em 1987, o Congresso passou a cofinanciar o Sematech, um consórcio de fabricantes de chips, que recebeu cerca de US$ 870 milhões entre 1988 e 1996 por meio da DARPA, agência de pesquisa avançada do Departamento de Defesa (fonte).

Nesse cenário entrou a Coreia do Sul, de um jeito mais modesto. A produção de semicondutores no país nasceu em meados dos anos 1960, com fábricas de montagem e teste de empresas americanas, em 1974 uma pequena empresa coreana construiu a primeira fábrica de lâminas de silício e em 1977 a Samsung, um dos grandes conglomerados familiares coreanos conhecidos como chaebols (já explicamos como funcionam aqui), comprou essa empresa (fonte, p. 18). Em 1983, a Samsung anunciou um investimento em larga escala em memórias, e a fábrica de Giheung começou a funcionar em 1984 depois de uma aprovação especial de zoneamento do governo (fonte). No começo, a empresa comprou de uma firma americana os projetos das primeiras gerações de memória e de uma japonesa o processo de fabricação (fonte, p. 21).

O governo coreano entrou quando o conhecimento deixou de estar à venda. Segundo o pesquisador Martin Kenney, da Universidade da Califórnia em Davis, quando nenhuma empresa estrangeira aceitou fornecer o projeto da memória de 1 megabit (cerca de 1 milhão de bits), o governo organizou um projeto conjunto de pesquisadores da Samsung, da Goldstar (que depois virou LG) e da Hyundai, que entregou o chip em 1988, dois anos depois do Japão. Um consórcio parecido desenvolveu a memória de 4 megabits em 1990, um ano atrás dos japoneses, e na geração seguinte a Samsung passou as empresas japonesas (fonte, p. 19). O projeto de 4 megabits foi coordenado pelo ETRI (Instituto de Pesquisa em Eletrônica e Telecomunicações, instituto público coreano) (fonte).

A persistência custou caro. A Hyundai perdeu cerca de US$ 345 milhões na primeira tentativa de entrar no mercado de memórias, no começo dos anos 1980, e os grupos coreanos aceitavam prejuízos como parte do preço para acumular conhecimento (fonte, p. 22). O estudo do BNDES registra que, até 1987, a indústria coreana de chips tinha investido mais de cinco vezes o que havia faturado (fonte, p. 356). Kenney observa que o sucesso dos projetos públicos foi misto e conclui, em tradução livre, que “os Estados Unidos deram à Coreia o mercado, e o Japão deu o exemplo” (fonte, p. 12 e 23).

Um estudo de 2004 publicado pelo Banco Mundial mostra que a pobreza absoluta entre as famílias urbanas da Coreia do Sul caiu de 21,5% em 1975 para 7,4% em 1996. O estudo trata da política econômica do país como um todo e não dos chips em particular, atribui o resultado a um conjunto de fatores, entre eles as exportações e a educação, e lembra que a pobreza relativa não caiu na mesma velocidade porque a desigualdade aumentou (fonte, p. 5 a 7).

Taiwan, que integra o grupo dos Tigres Asiáticos ao lado da Coreia do Sul (já escrevemos sobre eles aqui), seguiu pelo caminho da transferência de tecnologia. Em 1974, sete pessoas, entre elas o ministro da Economia, o presidente do ITRI (Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial) e o diretor dos laboratórios da empresa americana Radio Corporation of America, tomaram um café da manhã que o próprio instituto conta hoje como o início da indústria de semicondutores da ilha. Em 1976, o instituto assinou com essa empresa um contrato de transferência e licenciamento de tecnologia de chips e mandou jovens engenheiros aprender o ofício nos Estados Unidos, divididos em equipes em estados diferentes (fonte).

A fábrica de demonstração do instituto começou a produzir em 1977 e, seis meses depois, o rendimento (a parcela de chips que sai sem defeito) chegou a 70%, acima dos 50% da fábrica original americana. Em 1978 saíram os primeiros circuitos taiwaneses, para relógios eletrônicos, o que tornou a ilha a terceira maior exportadora mundial desses relógios, e em 1980 o instituto criou a UMC, passando a ela a tecnologia e a equipe (fonte). A TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) nasceu em 1987 numa parceria entre o governo taiwanês e a holandesa Philips, criou o modelo de foundry (a fábrica que produz chips projetados por outras empresas) e hoje é a maior do mundo nesse ramo (fonte). Foi justamente esse modelo de empresas especializadas que a indústria japonesa teve dificuldade de acompanhar nos anos 1990, segundo o CSIS (fonte).

É realmente muito curioso perceber que o Japão e Cingapura também começaram pelo back-end, como a Coreia do Sul, a mesma etapa em que a HT Micron atua, e só depois subiram para a fabricação, com apoio do governo (fonte, p. 356 e 357).

O estudo do BNDES resume que “todos os países que desenvolveram o setor o fizeram com apoio significativo do governo”, e li diversos textos sobre o assunto e constatei que esse apoio durou muitos anos antes de dar resultado. No Japão, por exemplo, o consórcio de 1976 veio depois de políticas que desde os anos 1960 incluíam exigência de transferência de tecnologia e proteção tarifária (fonte, p. 355 e 356). O economista sul-coreano Ha-Joon Chang, autor de Chutando a Escada (já falamos do livro dele aqui), argumenta que os países hoje ricos usaram esse tipo de apoio na subida e depois passaram a desaconselhá-lo aos mais pobres (fonte).

Nenhum desses países parou de investir, e ter dinheiro público não garante o resultado. Os Estados Unidos reservaram US$ 52,7 bilhões em cinco anos, pela lei CHIPS and Science Act de 2022, para pesquisa e produção de semicondutores (fonte). A União Europeia fixou a meta de chegar a 20% da produção mundial de chips até 2030, mas o Tribunal de Contas Europeu avaliou em 2025 que a meta é muito improvável e citou a projeção da própria Comissão Europeia de que a fatia chegue a apenas 11,7% (fonte).

O Brasil também tem casos próprios em que a pesquisa pública deu resultado. A Embraer foi criada como estatal em 1969 sobre as bases do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e do Centro Técnico de Aeronáutica, fundados nos anos 1940 e 1950 (fonte), e foi nesse polo de São José dos Campos que nasceu também a Avibras (já contamos essa história aqui). Economistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, de Princeton e de outras instituições estimam ainda que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), criada em 1973, elevou a produtividade agrícola do país em 110%, com um benefício de 17 reais para cada real investido (fonte).

Nos chips, o Brasil também começou pelo back-end, e o caminho foi outro. A primeira fábrica de microeletrônica do país é de 1975, uma unidade de montagem e teste da Philco, e nos anos 1980 a Secretaria Especial de Informática, do governo federal, escolheu três empresas brasileiras para começar por essa etapa e ir aprofundando a cadeia até a fabricação (fonte, p. 358). A Lei 7.232, de 1984, criou a Política Nacional de Informática, com o objetivo de dar ao país capacitação nas atividades de informática em benefício do desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico (fonte), e a reserva de mercado que protegia a produção nacional durou até 1991 (fonte).

Só que a abertura comercial abrupta dos anos 1990 (já falamos sobre a desindustrialização do país aqui) pegou essa indústria ainda pequena, a única fábrica do país que gravava chips em lâminas de silício fechou em meados da década, e a Lei de Informática de 1991 concentrou os estímulos na montagem final de produtos. O resultado foi um dos maiores parques de montagem de eletrônicos do mundo, mas limitado à montagem de kits importados que já trazem os componentes críticos, como os chips, embutidos (fonte, p. 358 e 372).

A produção local de semicondutores caiu de US$ 200 milhões em 1989 para US$ 54 milhões em 2008, e os autores do estudo citam a perda dessa cadeia como um dos principais fatores para o déficit comercial da cadeia eletrônica ter saltado de US$ 0,9 bilhão em 1992 para US$ 22 bilhões em 2014 (fonte, p. 358 e 359).

Nos anos 2000, o governo tentou recomeçar. O programa CI Brasil, de formação de projetistas de chips, investiu cerca de R$ 200 milhões entre 2005 e 2014 e treinou 726 profissionais (fonte, p. 381 e 382). No mesmo período, segundo o estudo, o BNDES destinou US$ 367 milhões a empresas do setor, entre elas a HT Micron, e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), outros US$ 167 milhões (fonte, p. 385).

Hoje o gasto brasileiro em P&D é de 1,19% do PIB, dado de 2023 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação analisado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), abaixo dos 1,28% registrados em 2015 (fonte). Não me parece razoável querer chegar perto da fronteira dos chips com um investimento em pesquisa que equivale a menos de um quarto dos 5,2% do PIB destinados pela Coreia do Sul em 2022.

O Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), que dá incentivos fiscais ao setor, é de 2007, e o estudo de 2015 já listava a HT Micron entre as três empresas de encapsulamento de memória beneficiárias do programa. Os técnicos que o assinaram alertavam também que, sem uma agenda de longo prazo estável, o país corria o risco de assistir a mais um voo de galinha do setor, expressão que se usa para um crescimento curto que não se sustenta (fonte, p. 363, 366 e 392). A Lei 14.968, de setembro de 2024, criou o Brasil Semicon, que atualiza o Padis e autoriza o BNDES e a Finep a estruturar financiamentos para o setor (fonte). O decreto que a regulamenta, de 15 de julho de 2026, inclui entre as atividades beneficiadas o corte da lâmina, o encapsulamento e o teste, que é o trabalho da HT Micron, exige que as empresas habilitadas invistam no país, em pesquisa e desenvolvimento, pelo menos 5% da base de cálculo formada pelo faturamento, prevê programas de formação de pessoas “de médio e longo prazo” e mantém os principais incentivos até 31 de dezembro de 2029 (fonte, art. 1º-B, 11, 14 e 52).


Pontos para conferir antes de publicar

  • Li o decreto de 2026 inteiro no site do Planalto. O trecho “de médio e longo prazo” é citação direta do artigo 1º-B.
  • O Tribunal de Contas Europeu foi confirmado no comunicado oficial da própria instituição. Não converti os valores em euros da lei europeia para evitar taxa de câmbio incerta, então citei só a meta de participação.
  • A parte do CSIS (51% em 1988, acordo de 1986 e dificuldade de adaptação) vem de um blog de um centro de estudos de Washington, não de fonte primária. Vale checar com o Paulo ou trocar por documento japonês, se preferir.
  • A tradução da frase de Kenney está marcada como “tradução livre”. O trecho do BNDES entre aspas está no original em português.
  • Não consegui abrir o PDF da Câmara dos Deputados. Usei só o trecho da busca, sobre a reserva de mercado ter durado até 1991. Confira.
  • A Folha bloqueou meu acesso, então os números da notícia vêm de uma síntese de outro portal, que não citei. Confira na coluna.
  • O MCTI já publica a série de P&D até 2024, mas a página bloqueou meu acesso. Troque o 1,19% pelo dado mais novo se estiver disponível.
  • Não consegui abrir os links das siglas (BNDES, NASA, DARPA, IBM, CSIS, ETRI, ITRI, UMC, TSMC, LG, Embrapa, Ipea, Finep, Unisinos), que apontam para as páginas iniciais oficiais, nem o artigo da Avibras. Teste antes de publicar.

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